Minha experiência como Au Pair na França

Primeiro vou explicar de forma bem resumida o que é Au Pair. Este é um intercâmbio que visa aprender o idioma e a cultura do país, a partir de uma família nativa. A Au Pair deve receber moradia e alimentação, além de $320 euros por mês, em troca, ela deve cuidar das crianças da família e também pode fazer algumas tarefas domésticas, mas que são sempre com relação às crianças, como, arrumar seus quartos ou botar a roupa para lavar.

No meu caso, cuidava de duas crianças, uma menina de 6 anos e um menino de 4 anos, eles eram muito tranquilos, a menina era super esperta e independente, o menino por ser mais novo precisava de um pouco mais de atenção, e também era mais manhoso do que ela.

Vista de Saint-Hilaire

Eu morava numa cidade bem pequena, que se chama Saint-Hilaire, ficava numa montanha há cerca de 1.000 metros de altura. E sim, era bem frio! Mas você deve estar se perguntando porque eu não escolhi Paris né?

Na verdade, eu não curti muito Paris, e eu queria ficar num lugar mais próximo da minha madrinha, que mora em Lyon, e também queria uma família mais acolhedora do que as parisienses.

Então, encontrei esta família que morava há 2h de distância da casa da minha madrinha, e como eu estava de férias na França aproveitei pra ir conhecer a família pessoalmente.

Eles eram muito legais realmente, e as crianças uma fofura, e pasme, eles tinham uma Au Pair brasileira que também se chama Renata, aquilo, pra mim, foi como um sinal divino de que era aquela família!

Conversei bastante com a Renata, em português mesmo, e ela me explicou tudo, como eram as crianças e a família, eu vi realmente que a família tinha um carinho com ela e era recíproco.

Havia uma outra família também, que morava perto de Versalhes, mas era bem longe da casa da minha madrinha, e também achei eles bem frios. Uma semana depois do encontro com a família de Saint-Hilaire eu tomei minha decisão e escolhi esta família.

Meu trabalho com Au Pair era bem simples, tinha que acordar os meninos, arrumar o mais novo e fazer o café da manhã deles, depois levava no ponto de ônibus para eles irem à escola. 

Enquanto eles estavam na escola aproveitava para arrumar o meu quarto, o quarto deles e o nosso banheiro, fazia isso somente uma vez por semana.

As crianças voltavam 12h para  o almoço e ficaram lá por volta de 1h30, depois eu as levava para a escola novamente, e elas voltavam às 4h30, às 17h os pais chegavam e eu estava livre, esse era o roteiro de segunda, terça e quinta.

Às quartas as crianças não tinham aula, então pela manhã o mais novo ia para ginástica, e a tarde ele dormia e a mais velha ia para o ballet, então tinha pouco tempo livre na quarta, e é por isso que Au Pair odeia quarta-feira.

Mas em compensação na sexta eu tinha praticamente o dia livre! Levava os meninos na escola e depois ia pro curso de francês, das 9h às 13h, e só buscava as crianças na escola às 16h30! Alguns dias os pais chegavam mais cedo e iam buscar as crianças, então, depois do curso ia direto para casa da minha madrinha.

A família era realmente bem tranquila, e não tenho do que me queixar deles, mas eu não consegui me adaptar ao local, era próximo da cidade, mas era muito monótono e bem com cara de interior mesmo, fazia muito frio e eu acabava não saíndo de casa (sedentária que fala), e aí comecei a sentir saudade da minha família, dos meus amigos, da minha rotina, da minha liberdade de ir e vir, e eu não me sentia em casa lá, sabe? Quase todos os dias eu chorava de saudade.

Eu até tinha um carro à disposição, mas eu não dirijo muito bem, e a estrada para a cidade era bem sinuosa, e cheias de subidas e descidas, tipo de filme nas montanhas, então só utilizava o carro na cidade mesmo, para fazer trajetos curtos.

No final das contas, percebi que meu objetivo poderia ser alcançado em menos de um ano, de fato eu queria aprender mais o francês, mas o meu objetivo real era viajar para alguns países e ter essa vivência no exterior, então depois de um tempo, decidi que não queria mais ficar lá, e resolvi voltar para casa antes do contrato acabar. Fiquei 3 meses com a família e mais 1 mês na casa da minha madrinha.

Mas, não foram só momentos tristes, eu conheci muita gente legal, de vários lugares do mundo, viajei pela Europa, fiz amigos franceses e brasileiros, melhorei muito meu francês, evoluí demais, me conheci melhor, aprendi a ser mais independente e a dar valor às pequenas coisas.

Eu não me arrependo nem um pouco de tudo que passei, mas se pudesse fazer diferente escolheria melhor a cidade, iria preferir uma cidade grande, como Lyon.

Festa das luzes em Lyon

Então fica aí a dica pra você que quer fazer este intercâmbio, faça uma lista das suas prioridades e dos seu objetivos, e leve em consideração a sua vida aqui no Brasil, se você é acostumada com cidade grande talvez seja melhor ficar em cidades mais movimentadas, também faça uma lista se faça algumas perguntas na hora de fechar com a família: 

Até quantas crianças eu consigo cuidar e a partir de qual idade?

Tá tudo bem ficar na casa da família ou prefiro estúdio?

Quais as tarefas que devo fazer?

Também combine férias, e dias livres antes de fechar com a família. E o mais importante: não fique presa ao tempo, se você quiser voltar antes não se sinta presa, volte!

E aí se interessou pelo intercâmbio de Au Pair, me segue no Insta, esta semana já dei várias dicas sobre o intercâmbio, e sempre tem muita dica de viagem por lá!

Viagens durante a Pandemia

Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que a pandemia só duraria 1 ano? Nunca fui tão trouxa na vida, haha!

Foto por Valentin Antonucci em Pexels.com

Eu estava estudando um pouco mais sobre pandemias, e vi que a da Gripe Espanhola foi considerada a mãe das pandemias, ela aconteceu a pouco mais de 100 anos atrás, e durou cerca de 3 anos. Sim, 3 anos!

Isso tudo me fez ter certeza que ainda estaremos em pandemia pelos próximos meses. Contudo, ainda tenho fé que isso não irá durar 3 anos (espero né), pois, na época da Gripe Espanhola não existia antibiótico para tratar a doença, vacina muito menos, as pessoas eram literalmente deixadas à morte.

Só que, diante do longo período que já enfrentamos e ainda vamos enfrentar com a Covid 19, não há como negar que teremos que voltar a vida normal, mesmo que nada esteja normal, e isso inclui as viagens, vamos ter que viajar e ter nossos momentos de lazer também, claro que devemos tomar todos os cuidados e evitar viajar em momentos de surtos da doença.

Sim, ainda haverão outros momentos de pico se analisarmos o que aconteceu durante a Gripe Espanhola, a situação estabilizou e depois houve um novo BUM, e os casos voltaram a crescer e eram necessárias medidas restritivas, tudo ocorreu de forma muito parecida com que está acontecendo agora.

Mas voltando às viagens, há algumas medidas que podemos tomar para nos sentirmos mais seguros:

  • Usar sempre máscara e evitar lugares que possam estar cheios e gerar aglomerações;
  • Ter sempre álcool em gel e sempre que possível lavar as mãos com água e sabão;
  • Escolha hospedagens com o selo de ‘turismo seguro’, isso significa que o local está respeitando as medidas de segurança;
  • Não viaje em momentos de surtos, pois o risco de contágio aumenta muito;
  • Se possível evite transportes coletivos, se puder viajar de carro, melhor ainda;
  • Escolha cidades com mais natureza e assim aproveite de espaços ao ar livre;
  • Prefira lugares mais próximos da sua cidade, para evitar contágio e circulação de novas variantes do vírus;

Lembre-se que quando você se protege está protegendo a todos nós!

Viagens internacionais

Mas se você pretende viajar pro exterior fique atento aos países que estão com as fronteiras abertas para brasileiros e quais são os requisitos para entrar neste país. A maioria está pedindo teste de Covid 19 negativo e que os visitantes façam quarentena antes de entrar no convívio dos nativos.

Foto por slon_dot_pics em Pexels.com

Viajar vai ficar mais caro?

É bem difícil prever a longo prazo, mas no momento o real está muito desvalorizado, e a inflação está muito alta, eu não entendo muito de economia, mas fica bem claro pro meu bolso o que está acontecendo: tá tudo caro e meu dinheiro não dá pra nada!

Em outras palavras, tudo está bem caro, logo, a viagem também deve ficar mais cara. Isso sem levar em consideração que para viagens internacionais, por exemplo, está sendo cobrado o teste de PCR, que custa por volta de R$300,00 e tem também o preço pela estadia durante a quarentena.

Então, se você é tipo eu que gosta de uma viagem econômica e ama pagar mais barato, minha sugestão é que viaje por lugares próximos, e espera um pouco antes de realizar sua viagem internacional

No mais, fique atenta á algumas coisas na sua viagem:

  • Verifique se não houve alteração na sua passagem e quais alternativas a empresa aérea te dá;
  • Se certifique das restrições na cidade que você vai visitar no período da sua viagem;
  • Vejas os requisitos para o embarque (ex. o tipo de máscara permitida).

hoje as cias aéreas e hotéis estão muito flexíveis em relação a remarcação, leia tudo antes de comprar ou reservar sua estadia e caso precise alterar algo não terá problemas.

Quero também deixar uma mensagem pra você: não perca a esperança, eu sei que o momento é difícil, mas hoje temos a vacina, por mais que ela demore de chegar a todos ela é a nossa esperança! Cuide da sua saúde mental também, ouça as músicas que você gosta, coma algo que você ama, converse com seus amigos (mesmo que virtualmente), leia um livro, assista um filme, seja sua prioridade!